segunda-feira, 20 de maio de 2019

Jânio Quadros

Polêmico, misterioso, revolucionário, culto, imprevisível, autoritário, estadista, populista, direitista, reacionário e louco. Estas e outras facetas do ex-presidente Jânio Quadros, que era também dado a porres homéricos, serão lembradas e acentuadas ao longo deste ano, na passagem do centenário do político mais controvertido que o Brasil conheceu. Várias reportagens especiais serão feitas e muitos livros sobre sua vida e sua trajetória política serão lançados e relançados.
Orador teatral, Jânio Quadros despertava empatia e envolvia as massas. Mestre em português, geografia e história. A imprensa e as lideranças políticas de seu tempo tentaram pintá-lo com tintas caricaturais. Ele estava pouco se lixando para os que procuram ridicularizá-lo como uma personagem folclórica da política nacional.
Jânio Quadros, pelo contrário, até dava munição aos adversários. Em comícios, ele jogava pó sobre os ombros para simular caspa, de modo a parecer um "homem do povo". Também tirava do bolso sanduíches de mortadela e os comia em público. 
No poder, proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume, criando polêmicas com questões menores, que o mantinham sempre em evidência, como um presidente preocupado com o dia a dia do brasileiro.
Por trás daquela figura exótica de homem público, estava um político astuto, austero e arrojado. Um governante que sabia exercer o poder em sua plenitude. Além disso, o homem culto, poliglota, que escrevia e falava fluentemente em inglês, francês, espanhol e italiano. Viajou o mundo todo.
Mais do que qualquer outro político brasileiro, conheceu e gozou da amizade ou do relacionamento com os maiores estadistas e governantes de sua geração; de John Kennedy a Krustchev; de Churchill à rainha Elizabete II; de Fidel Castro a Kadafi; de Nasser a Golda Meir; de De Gaulle a Miterrand; de Salazar a Franco; de Pio XII a João Paulo II.
Nasceu com a Revolução
Jânio da Silva Quadros tinha tudo para ser explosivo. Ele nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso, em 25 de janeiro de 1917, ano de gigantescas turbulências pelo mundo, a maior delas a implosão da Revolução Russa. Foi criado em Curitiba, onde fez o ensino básico. Mudou-se ainda jovem para São Paulo.
Foi professor e advogado, antes de se tornar político, em 1947, quando assumiu o mandato de vereador de São Paulo, pelo Partido Democrata Cristão (PDC), tendo por base eleitoral o operariado do bairro Vila Maria. 
Desempenhou o mandato até 1950 e ficou conhecido como o maior autor de proposições, projetos de lei e discursos de todas as casas legislativas do país no período, assinando ainda a grande maioria das propostas e projetos considerados favoráveis à classe trabalhadora. 
A seguir, foi consagrado como o deputado estadual mais votado, com mandato entre 1951 e 1953. Na sequência, elegeu-se prefeito do município de São Paulo, o que caracterizou uma grande façanha, pois enfrentou um enorme arco de partidos, assim composto: PSP-PSD-UDN-PTB-PRP-PR-PL.
Essa poderosa coligação registrou a candidatura do professor Francisco Antonio Cardoso, que tinha uma campanha milionária, com uma enxurrada de material de propaganda e com apoio ostensivo das máquinas municipal e estadual. 
De outro lado, o PDC e o PSB lançam Jânio Quadros, com poucos recursos financeiros. E ele começou tirando partido da situação. Sua campanha foi chamada de o ‘tostão contra o milhão’. Exerceu a função de 1953 a 1955, licenciando-se do cargo em 1954, para concorrer ao Governo do Estado.
Após deixar o PDC e filiar-se ao Partido Trabalhista Nacional (PTN), foi candidato da aliança PTN-PSB a governador de São Paulo e venceu o pleito.
Ele derrotou o favorito Ademar de Barros (um de seus maiores rivais políticos) por uma pequena margem de votos, de cerca de 1%. Sua gestão foi entre 1955 e 1959. 
Durante o mandato, procurou executar ações que passassem uma imagem de moralização da administração pública e de combate à corrupção. Era comum ele fazer visitas de surpresa às repartições públicas, a fim de verificar a qualidade do serviço oferecido à população. 
Também adotou uma ação empreendedora que buscava destaque e projeção, seja na criação de novos serviços e órgãos ou na construção de grandes obras. Assim, angariou grande popularidade e se consagrou como um líder entre os paulistas.
O salto para o Planalto
Com a popularidade em alta, a ida de Jânio para a presidência da República foi um salto. Assim, ele entrou para a história como o político que fez a carreira mais meteórica de seu tempo. Em 13 anos, ele foi de vereador a presidente. 
Antes de chegar ao Planalto, como fenômeno eleitoral, ele elegeu-se ainda deputado federal pelo estado do Paraná, em 1958, mas viajou para o exterior e não participou de nenhuma das sessões do Congresso. 
Ao retornar, preparou sua candidatura à presidência, com apoio da União Democrática Nacional (UDN). Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele criada: varrer toda a sujeira da administração pública. Seu símbolo de campanha era uma vassoura. Utilizou como mote da campanha o "varre, varre vassourinha, varre a corrupção".

Foi eleito o 22º presidente em 3 de outubro de 1960, para o mandato de 1961 a 1965, com 5,6 milhões de votos, considerada a maior votação obtida no País até então. Ele venceu por uma diferença de mais de 2 milhões de votos o candidato apresentado pelo presidente Juscelino Kubitschek, o marechal Henrique Lott, ex-ministro da Guerra. Uma vitória espetacular.
Naquela época, as regras eleitorais estabeleciam chapas independentes para a candidatura a vice-presidente. Por esse motivo, João Goulart, o vice de JK e líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi reeleito.
Uma sucessão de crises
Em seu governo, Jânio Quadros atuou com algumas frentes que causaram muita polêmica e que são lembradas até hoje. Ele deu continuidade à política internacional, restabelecendo relações diplomáticas e comerciais com a União Soviética e a China, algo impensável dentro da geopolítica de então, que dividia o planeta em dois gigantescos pólos ideológicos.
Também nomeou o primeiro embaixador negro da história do Brasil e homenageou Che Guevara com a mais alta condecoração do país, a Ordem do Cruzeiro do Sul. Jânio criou as primeiras reservas indígenas, como o Parque Nacional do Xingu, e os primeiros parques ecológicos nacionais, entre eles o de Sete Cidades, no Piauí. 
Ele teve também atitudes prosaicas na presidência. Governava por bilhetinhos e chegou a proibir as rinhas de galo, o uso de biquíni em concursos de miss que fossem televisionados e o lança-perfume em bailes de carnaval. Também regulamentou o jogo de carteado. Essas medidas continuam em vigor até hoje. 
Um salto para o golpe
Mais rápida que a ascensão, foi a queda de Jânio. Ele fez um governo-relâmpago, em seu curto mandato de presidente, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou. Até hoje sua renúncia não foi completamente esclarecida. A resposta para o seu gesto desafia os historiadores.
Já quem avalie que ele renunciou em busca de mais poder, pois seu plano original seria retornar nos braços do povo. Há também uma versão, pendendo mais para o humor, de que ele estava de porre.
O fato, no entanto, é que em sua breve gestão de apenas sete meses, Jânio Quadros praticou uma política econômica e uma política externa que desagradou profundamente os políticos que o apoiavam, setores das Forças Armadas e outros segmentos sociais.
Sua renúncia, que ele próprio atribuiu a “forças terríveis”, desencadeou uma crise institucional sem precedentes na história republicana do país, porque a posse do vice-presidente João Goulart não foi aceita pelos ministros militares nem pelas classes dominantes.
A crise política
O governo de Jânio Quadros perdeu sua base de apoio político e social a partir do momento em que adotou uma política econômica austera e uma política externa independente. 
Na área econômica, o governo se deparou com uma crise financeira aguda causada por intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa. O governo adotou medidas drásticas, restringindo o crédito, congelando os salários e incentivando as exportações.
Mas foi na área da política externa que o presidente Jânio Quadros acirrou os ânimos da oposição ao seu governo. Jânio nomeou para o ministério das Relações Exteriores Afonso Arinos, que se encarregou de alterar radicalmente os rumos da política externa brasileira. 
O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas. O governo brasileiro restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).
Atitudes de menor importância também tiveram grande impacto, como as condecorações oferecidas pessoalmente por Jânio ao guerrilheiro revolucionário Ernesto “Che” Guevara e ao cosmonauta soviético Yuri Gargarin, além da vinda ao Brasil do ditador cubano Fidel Castro.
Renúncia foi uma denúncia
Para seguidores de Jânio, como Gastone Righi, deputado federal (já falecido) por quatro legislaturas por São Paulo e ex-presidente nacional do PTB, não houve uma renúncia, mas sim uma denúncia.
A denúncia, segundo ele, era a de que o país era ingovernável. O sistema político, as organizações administrativas e do estado, a Constituição e as instituições eram todos modelos importados, sem qualquer eficácia ou qualquer funcionalidade para o país e o resultado só poderia ser o caos.
Se foi uma denúncia, ela não encontrou eco.
Direitos políticos cassados e prisão
Acusado de direitista pela esquerda, não era bem visto, no entanto, pelos militares que tomaram o poder em 1964. Ele foi um dos três ex-presidentes a ter seus direitos políticos cassados ao lado de João Goulart e Juscelino Kubitschek. 
Após fazer declarações à imprensa em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, em julho de 1968, o ex-presidente foi detido pelo Exército Brasileiro, por ordem do então ministro da Justiça,  Gama e Silva, ficando confinado em Corumbá, cidade que fica no Pantanal sul-mato-grossense, na fronteira com a Bolívia.
Jânio recuperou os direitos políticos em 1974, mas manteve-se afastado das urnas inclusive nas eleições legislativas de 1978, ano em que seus simpatizantes (agrupados sob o denominado "Movimento Popular Jânio Quadros") o levaram a visitar o bairro paulistano de Vila Maria, tradicional reduto "janista". 
O uso da mesóclise
Jânio era um especialista em língua portuguesa, e um mestre na colocação dos pronomes, em especial os oblíquos. Um frasista inspirado (“O povo será a um tempo minha bússola e o meu destino.”; “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia.”; “Intimidade demais provoca duas coisas que odeio: filhos e aborrecimentos.” )
Seu modo de falar, encandindo as sílabas, fazia com que suas frases ficassem para sempre gravadas na memória do interlocutor. E muitas caíram também no anedotário nacional, como a “fi-lo porque qui-lo”, sobre sua renúncia. Deixou uma obra literária. Seu dicionário, sua gramática e sua história do povo brasileiro são trabalhos que se inserem na cultura nacional de todos os tempos.
Como lembrou o escritor Arnaldo Niskier, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Jânio foi um professor de um zelo inexcedível pela língua portuguesa. “Ele marcou sua vida por uma sucessão de surpresas, a começar pelas frases bem elaboradas, em que se divertia com a colocação de mesóclises, em geral para significar o seu apreço pela língua”, destacou.
O ex-presidente faleceu em 16 de fevereiro de 1992, em São Paulo, onde viveu quase toda a sua vida, depois de sofrer vários AVC’s. Tinha 75 anos. Já havia se despedido da vida pública e vivido também o seu entardecer na política, depois de exercer o segundo mandato de prefeito da capital, de 1986 a 1989, derrotando nas eleições de 1985 o sociólogo Fernando Henrique Cardoso.  
Livros que falam de Jânio
Desde a morte de Jânio, em 1992, apareceram vários livros tentando  jogar alguma luz sobre a lendária figura do ex-presidente. Em 1996, saíram três de uma só vez: A Renúncia de Jânio (Rio de Janeiro, Revan, 1996), do jornalista Carlos Castello Branco, que foi seu secretário de Imprensa. Também foi lançado Jânio Quadros – Memorial à história do Brasil (São Paulo, Rideel, 1996), coleção de artigos de e sobre Jânio, cujo ponto alto é o texto de recordações do neto do ex-presidente. 
Outro livro que foi bem recebido pela crítica foi o Viagem com o Presidente Eleito (Rio de Janeiro, Mauad, 1996), de Joel Silveira, no qual o jornalista consigna, com talento e graça, as recordações da viagem que fez com Jânio logo após a eleição de outubro de 1960. 
Em 2013, o jornalista e pesquisador Bernardo Schmidt lançou a biografia “Jânio – Vida e Morte do Homem da Renúncia”.
A renúncia de Jânio por ele mesmo
A especulação mais recorrente sobre a sua renúncia é a de que ela representava mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio. Com ela, o presidente pretenderia causar uma grande comoção popular e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém. A renúncia foi aceita e a população se manteve indiferente.
Muitos anos depois, o próprio ex-presidente declarou, em entrevista, sobre aquele gesto dele que deixou o país perplexo:
- Deodoro da Fonseca renunciou; Ruy Barbosa renunciou; Getúlio renunciou. De modo que estou muito bem acompanhado num país em que não se renuncia a nada.
Este era o Jânio Quadros que o Brasil conheceu!
Por Zózimo Tavares
zozimotavares@cidadeverde.com

quarta-feira, 15 de maio de 2019

CUIDADO COM O PADRÃO VIBRATÓRIO DE SUA CASA:



O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores.

O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.

O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores.

Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. 

Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.

Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar! 
Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa.

Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração.

Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo? 

. Fonte / Chico Xavier.

quarta-feira, 6 de março de 2019

A quarta-feira de cinzas é fogo!


Os foliões mortos de folia, esses diferentes de outros mortos que conhecemos, estarão mais vivos que nunca no próximo carnaval. O que se queimou, porém, virou cinzas. Agora é passado. Então o que fazer agora? Nada mais simples: guardar a fantasia e ficar com essa que usamos durante todo o ano. Tomar um banho daqueles de horas debaixo de um bom chuveiro, esfregar bem o corpo para largar a purpurina, e esquecer os confetes e serpentinas que ficaram no salão.
O carnaval o verdadeiro, meus dois leitores, pelo menos por aqui, desde o primeiro dia se transforma em fotografia desbotada na parede da memória dos velhos carnavalescos. E esses, pela vez deles, assim como os seus carnavais, todos verdadeiros, não saem mais pelas ruas avisando que apesar de tudo “é preciso cantar”. Fazer o quê? Chamar a polícia? Também não. Hoje temos mais ladrões do que policiais. Perderíamos a parada. Perdemos sempre. Fica então a dúvida: chamar o ladrão seria a solução ou apenas uma rima?!
Mas apesar de tudo e de todos eles, os corruptos em especial, mais que nunca, mesmo com um Rei Momo necessitando urgentemente fazer uma redução de estomago e cheio que também anda dessa falsa alegria passageira que morre de vésperas; das “metralhadoras” e bandas que se vingam do verdadeiro carnaval, atirando balas de borracha na vã tentativa de matá-lo no cansaço das pernas folias, é preciso cantar para – se ainda for possível – acordar a cidade. E, se não for possível, nos manter acordados!
Não adianta. Não adianta mesmo. E se não adianta não tem como não se dizer que atrasa. Sigo o meu caminho contando os passos nada foliões. Estou de volta ao trabalho primeiro, a minha origem. E nesse meu caminhar não encontro um só folião por aí perdido a entoar velhas e gostosas marchinhas que faziam verdadeiro o nosso carnaval. Pausa. Acabou esse carnaval que nunca foi meu. Nosso? Também não.
Acabaram com o nosso carnaval e ninguém sabe mais cantar uma só das velhas e belas canções do tempo do meu velho Heráclito de Almeida, o folião clarinetista. O silêncio das línguas e corpos cansados é mais que sentido. Ele é visto nas imagens dos desmascarados papaguns, dos alas urso e dos tristes pierrôs e colombinas. Tudo virou uma só saudade que eles não sabem de onde vem e um gosto de cinzas na boca.
As ruas nessa da minha cidade estão vazias como os “homens do poeta” nos dias de sábado. É uma gente que não se vê; uma gente que não sorri e não se beija nem se abraça. Nenhuma dúvida: acabou o carnaval e a tristeza que estava em férias já pode voltar. Ah, também a esperança de viver outros carnavais. Tristes ou não. Afinal, vivemos no país em que o carnaval dura o ano todo. São mais de mil palhaços no salão. São mais de 200 milhões.
Cadê os confetes e as serpentinas?

terça-feira, 5 de março de 2019

A ARTE DO SILÊNCIO


Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho.
No tribunal, o vizinho disse ao juiz:
– Comentários não causam tanto mal… E o juiz respondeu:
– Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!
O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
– Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
– Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu: – “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”
“Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019

VOCÊ JÁ DISSE: “DESTA ÁGUA NUNCA BEBEREI”?


Você já usou essa frase e , quando menos esperava, viu-se com o copo na mão, bebendo da água sobre a qual havia dito que jamais beberia? Pois é, acontece com muita freqüência. Pensamos: “Jamais farei tal coisa!”... e acabamos por fazê-la. Isso acontece porque, ainda na infância, ao passarmos por alguma situação negativa com nossos pais, educadores ou alguma pessoa de nossa convivência, prometemos a nós mesmos nunca repeti-las. Ou, ao vivermos com nossos pais circunstâncias de agressão, cobrança ou comparação, afirmamos que, quando crescermos, nunca iremos agir da mesma maneira com nossos filhos. Fazemos propósitos como este: “Eu nunca falarei agressivamente com meu filho!”; ou : “Não cobrarei tanto,serei mais amigo, escutarei mais...”
Essas situações que lhe causaram tanta mágoa na infância estão todas registradas em seu inconsciente, esperando o momento oportuno para a revanche. E, quando já na idade adulta você se encontra em situações parecidas com aquelas que viveu na infância, pronto: o inconsciente age segundo seu registro, e você faz exatamente aquilo que tanto recriminou! Para que isso não aconteça, é necessário dar três passos:
• Tomar consciência daquilo que as pessoas fizeram com você, procurando compreender e perdoar, afastando de si o sentimento de revolta e inconformismo;
• Ter vontade de construir sua história de um modo diferente, rejeitando o sentimento de autopiedade;
• Desenvolver ações em sua vida, procurando realizar uma coisa nova a cada dia, por pequena que seja.
Assim você estará construindo uma historia diferente da que viveu na infância com seus pais e educadores, e a água que outrora você reconheceu que não deveria beber, não passará pela sua garganta.
Para você poder dizer: “Desta água não beberei!”, é preciso dar três passos, envolvendo consciência, vontade e ação.
Maria Salette