quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Personalidade

Personalidade



Não sei se vim para ficar ou se vim para não estar.
Não tenho fontes de riqueza material. Mas tenho fontes de riqueza espiritual.
Não tenho nome nem sobrenome.
Sou um anônimo com ânimo para mudar o mundo.
Não sou vagabundo, mas tenho tempo para descançar e pensar.
Não sou gigante mas tenho idéias brilhantes.
Não sou rápido, mas logo flagro um erro clássico.
Não me acho inteligente. Pois todos os humanos são. Mas me acho capaz de discernir o melhor caminho e o melhor plano.
Não sou um exemplo, mas sou um demonstrador de exemplos raros.
Não sou um grande chefe, mas sou um simples líder.
Não sou um monge e nem um guerreiro, mas sou um revolucionário pacífico.
Não gosto das mentiras, mas das puras verdades.
Não entendo o mundo e nem a mim mesmo, mas pretendo melhorá-los antes do fim.

Naldson Ramos da Costa Júnior


quarta-feira, 17 de agosto de 2016

HOJE ACORDEI PARA VENCER!!!!








A auto-mensagem positiva logo pela manha é um estímulo que pode mudar o seu humor, fortalecer sua auto-confiança e, pensando positivo, você reunirá forças para vencer os obstáculos.
Não deixe que nada afete seu estado de espírito.
envolva-se pela música, cante ou ouça. Comece a sorrir mais cedo.
ao invés de reclamar quando o relógio despertar, agradeça a Deus pela oportunidade de acordar mais um dia.
O bom humor é contagiante:
espalhe-o. Fale de coisas boas, de saúde, de sonhos, com quem você encontrar.
Não se lamente, ajude as outras pessoas a perceber o que há de bom dentro de si.
Não viva emoções mornas e vazias. Cultive seu interior, extraia o máximo das pequenas coisas.
Seja transparente e deixe que as pessoas saibam que você as estima e precisa delas.
Repense seus valores e dê a si mesmo a chance de crescer e ser mais feliz.
Tudo que merece ser feito, merece ser bem feito. Torne suas obrigações atraentes, tenha garra e determinação. Mude, opine, ame o que você faz.

Não trabalhe só por dinheiro e sim pela satisfação da "missão cumprida".
Lembre-se: nem todos têm a mesma oportunidade. Pense no melhor, trabalhe pelo melhor e espere pelo melhor.
Transforme seus momentos difíceis em oportunidades. Seja criativo, buscando alternativas e apresentando soluções ao invés de problemas.
Veja o lado positivo das coisas e assim você tornará seu otimismo uma realidade.
Não inveje. Admire!
Seja entusiasta com o sucesso alheio como seria com o seu próprio.

Idealize um modelo de competência e faça sua auto-avaliação para saber o que está lhe faltando para chegar lá.
Ocupe seu tempo crescendo, desenvolvendo sua habilidade e seu tempo.
Só assim não terá tempo para criticar os outros. Não acumule fracassos e sim experiências. Tire proveito de seus problemas e não se deixe abater por eles.

Tenha fé e energia, acredite: Você pode tudo o que quiser.
Perdoe, seja grande para os aborrecimentos, pobre para a raiva,
forte para vencer o medo e feliz para permitir a presença de momentos infelizes.
Não viva só para seu trabalho. Tenha outras atividades paralelas como: esportes, leitura... cultive amigos. O trabalho é uma das contribuições que damos para a vida, mas não se deve jogar nele todas as nossas expectativas de realizações.
Finalmente, ria das coisas à sua volta, ria de seus problemas, de seus erros, ria da vida: "A gente começa a ser feliz quando é capaz de rir da gente mesmo".

sexta-feira, 24 de junho de 2016

AUTOCONHECIMENTO



A forma como nos sentimos acerca de nós mesmos é algo que afeta crucialmente todos os aspectos da nossa experiência, desde a maneira como agimos no trabalho, no amor e no sexo, até o modo como atuamos como pais, e até aonde provavelmente subiremos na vida.
Nossas reações aos acontecimentos do cotidiano são determinadas por quem e pelo que pensamos que somos.
Os dramas da nossa vida são reflexos das visões mais íntimas que temos de nós mesmos. A autoestima é a apreciação que uma pessoa faz de si mesma em relação à sua autoconfiança e seu autorespeito. Através dela podemos enfrentar desafios e defender nossos intertesses.
Assim, a autoestima é a chave para o sucesso ou para o fracasso. É também a chave para entendermos a nós mesmos e aos outros.
O que está relacionado à autoestima?
A autoestima é formada na infância, utilizando o tratamento que se dá à criança como peça chave, ou seja, se a criança for sempre oprimida em relação às suas atitudes terá baixa autoestima.
Por outro lado se for sempre entendida, apoiada, orientada positivamente naquilo que é certo ou errado, terá autoestima elevada. Acredito que tudo que permeia nossa existencia está intimamente relacionado à nossa autoestima.
Digo isso porque, além de problemas biológicos, não consigo pensar em uma única dificuldade psicológica entre elas, por exemplo, presença da ansiedade e depressão, medo da intimidade ou do sucesso, ao abuso de álcool ou drogas, às deficiências na escola ou no trabalho. Outras questões muito presentes na atualidade, tais como: espancamento de companheiras [os] e filhos, imaturidade emocional, suicídio ou aos crimes violentos que não estejam, de alguma forma, relacionados com uma autoestima negativa. Percebe-se, assim, que nossa autoestima é um fator importante no direcionamento de nossos ideais existenciais e, quando positiva nos sentimos motivados, com disposição para busca de realizações satisfatórias.

O julgamento que fazemos de nós mesmos Você sabia que de todos os julgamentos que fazemos em nossa vida, nenhum é tão importante quanto o que fazemos sobre nós mesmos. Isso é verdadeiro. A autoestima positiva é requisito importante para uma vida satisfatória. Vamos entender o que é autoestima.
A autoestima tem dois componentes: o sentimento de competência pessoal e o sentimento de valor pessoal.
Em outras palavras, a autoestima é a soma da autoconfiança com o auto-respeito.
Ela reflete o julgamento implícito da nossa capacidade de lidar com os desafios da vida [entender e dominar os problemas] e o direito de ser feliz [respeitar e defender os próprios interesses e necessidades]
. O que é ter autoestima elevada, baixa ou média?
Ter uma autoestima elevada é sentir-se confiantemente e adequado à vida, isto é, sentir-se competente e merecedor de tudo que possa ser capaz de nos trazer alegria e bem estar.
A baixa autoestima é o sentimento que se manifesta em pessoas inseguras, criticadas, indecisas, depressivas e que buscam sempre agradar outras pessoas
. Assim, ter uma autoestima baixa é sentir-se inadequado à vida, errado, não sobre este ou aquele assunto, mas ERRADO COMO PESSOA.
Ter uma autoestima média é flutuar entre sentir-se adequado ou inadequado, certo ou errado como pessoa e manifestar essa inconsistência no comportamento, por exemplo: 'às vezes agindo com sabedoria, às vezes como tolo', reforçando, portanto, a incerteza em tudo que faz.
Autoconfiança e Auto-respeito
Todos temos capacidades de desenvolver autoconfiança e autorespeito em nossa vida.
A capacidade de desenvolver uma autoconfiança e um auto-respeito saudáveis é inerente à nossa natureza, pois a capacidade de pensar é a fonte básica da nossa competência, e o fato de que estamos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade.
Idealmente falando, todos deveriam desfrutar um alto nível de autoestima, vivenciando tanto a autoconfiança intelectual como a forte sensação de que a felicidade é adequada.
Entetanto, infelizmente, uma grande quantidade de pessoas não se sente assim.
Muitas sofrem de sentimentos de inadequação, insegurança, dúvida, culpa e medo de uma participação plena na vida – um sentimento vago de 'eu não sou suficiente'.
Esses sentimentos nem sempre são reconhecidos e confirmados de imediato, mas eles existem.
O Processo de crescimento e autoestima
No processo de crescimento e no processo de vivenciar esse crescimento, é muito fácil que nos alenemos do autoconceito positivo [ou que nunca formemos um].
Poderemos nunca chegar a uma visão feliz de nós mesmos devido a informações negativas vindas dos outros, ou porque falhamos em nossa própria honestidade, integridade, responsabilidade e auto-afirmação, ou porque julgamos nossas próprias ações com uma compreensão e uma compaixão inadequadas. Entretanto, a auto-estima é sempre uma questão de grau. Não conheço ninguém que seja totalmente carente de auto-estima positiva, nem que seja incapaz de desenvolver auto-estima.
Desenvolver a auto-estima
Desenvolver a auto-estima é desenvolver a convicção de que somos capazes de viver e somos merecedores da felicidade e, portanto, capazes de enfrentar a vida com mais confiança, boa vontade e otimismo, que nos ajudam a atingir nossas metas e a sentirmo-nos realizados.
Desenvolver a autoestima é expandir nossa capacidade de ser feliz. Se entendermos isso, poderemos compreender o fato de que para todos é vantajoso cultivar a autoestima.
Não é necessário que nos odiemos antes de aprender a nos amar mais; não é preciso nos sentir inferiores para que queiramos nos sentir mais confiantes.
Não temos de nos sentir miseráveis para querer expandir nossa capacidade de alegria.
Autoestima em Alta
É preciso que internalizemos que quanto maior a nossa autoestima, quanto mais alta ela for, mais bem equipados estaremos para lidar com as adversidades da vida.
Quanto mais flexíveis formos, mais resistiremos à pressão de sucumbir ao desespero ou à derrota.
Teremos capacidade de enfrentar tudo àquilo que se apresenta como negativo em nossa frente.
Podemos ainda enfrentar situações que parecem nos atingir diretamente em nosso eu interior, em nossa emoção e sensibilidade.
Portanto veja alguns pontos de como a autoestima nos ajuda em diferentes situações:
1-Quanto maior a nossa autoestima, maior a probabilidade de sermos criativos em nosso trabalho, ou seja, maior a probabilidade de obtermos sucesso
. 2- Quanto maior a nossa autoestima, mais ambiciosos tenderemos a ser, não necessariamente na carreira ou em assuntos financeiros, mas em termos das experiências que esperamos vivenciar de maneira emocional, criativa ou espiritual.
3- Quanto maior a nossa autoestima, maiores serão as nossas possibilidades de manter relações saudáveis, em vez de destrutivas, pois, assim como o amor atrai o amor, a saúde atrai a saúde, e a vitalidade e a comunicabilidade atraem mais do que o vazio e o oportunismo.
4- Quanto maior a nossa autoestima, mais inclinados estaremos a tratar os outros com respeito, benevolência e boa vontade, pois não os vemos como ameaça, não nos sentimos como 'estranhos e amedrontados num mundo que nós jamais criamos' [citando um poema de A. E. Housman], uma vez que o auto-respeito é o fundamento do respeito pelos outros.
5- Quanto maior a nossa autoestima, mais alegria teremos pelo simples fato de ser, de despertar pela manhã, de viver dentro dos nossos próprios corpos.
São essas as recompensas que a nossa autoconfiança e o nosso auto-respeito nos oferecem.
Significado da Autoestima
Autoestima pode ser definida como a avaliação que o indivíduo faz de suas experiências interpessoais, atribuindo juízo de valor a si mesmo.
As crianças formam sua autoestima a partir da maneira como são tratadas por pessoas importantes para ela, tais como pais, amigos e professores
. Nesta parte, procuremos nos aprofundar mais no significado do conceito de autoestima.
Autoestima, seja qual for o nível, é uma experiência íntima; reside no cerne do nosso ser.
É o que EU penso e sinto sobre mim mesmo, não o que o outro pensa e sente sobre mim.
Portanto, EU me amo muito, mais do que qualquer coisa, sendo assim, EU estou em primeiro lugar em tudo.
Alguns estudiosos relatam que quando crianças, nossa autoconfiança e nosso auto-respeito podem ser alimentados ou destruídos pelos adultos – conforme tenhamos sido respeitados, amados, valorizados e encorajados a confiar em nós mesmos.
Mas, em nossos primeiros anos de vida, nossas escolhas e decisões são muito importantes para o desenvolvimento futuro de nossa autoestima.
Estamos longe de ser meros receptáculos da visão que as outras pessoas têm sobre nós.
E de qualquer forma, seja qual tenha sido nossa educação, quando adultos o assunto está em nossas próprias mãos.
Temos capacidades de buscar, reagir, enfrentar e ter êxito.
Ninguém pode respirar por nós, ninguém pode pensar por nós, ninguém pode nos dar autoconfiança e amor-próprio.
Então, posso ser amado por minha família, por meu companheiro ou companheira e por meus amigos e, mesmo assim, não amar a mim mesmo.
Posso ser admirado por meus colegas de trabalho e mesmo assim ver-me como um inútil.
Posso projetar uma imagem de segurança e uma postura que iludem virtualmente a todos e ainda assim tremer secretamente ao sentir minha inadequação.
Posso preencher todas as expectativas dos outros e, no entanto, falhar em relação às minhas.
Posso conquistar todas as honras e apesar disso sentir que não cheguei a nada.
Posso ser adorado por milhões e despertar todas as manhãs com uma nauseante sensação de fraude e vazio.
Chegar ao 'sucesso' sem conquistar uma autoestima positiva é ser condenado a sentir-se um impostor que aguarda intranquilo ser desmascarado.
Não, de forma alguma quero ou desejo isso para mim.
Sou inteligente o suficiente para saber muito bem que quero o melhor para mim.
A tragédia é que existem muitas pessoas que procuram a autoconfiança e a autoestima em todos os lugares, menos dentro delas mesmas, e, assim, fracassam em sua busca.
A Autoestima como conquista espiritual
Veremos que a autoestima positiva pode ser entendida como um tipo de CONQUISTA ESPIRITUAL, isto é, uma vitória na evolução da consciência.
A partir do momento em que começamos a entender a autoestima dessa forma, como uma condição da consciência, entendemos quanta tolice há em acreditar que, se pudermos causar uma boa impressão nos outros, teremos uma autoavaliação positiva.
Procuro pensar sempre que se ter autoestima é julgar que sou adequado à vida, à experiência da competência e do valor, se autoestima é a autoafirmação da consciência, de uma mente que confia em si, então ninguém pode gerar essa experiência a não ser eu mesma.
Quando avaliamos a verdadeira natureza da autoestima, vemos que ela não é competitiva ou comparativa. A verdadeira autoestima não se expressa pela autoglorificação à custa dos outros, ou pelo ideal de se tornar superior aos outros, ou de diminuir os outros para se elevar.
Quando diminuo alguém pensando que estou me elevando é puro engano.
Na realidade eu é que estou precisando me amar mais e me perceber mais sem prejudicar outrem.
A arrogância, a jactância e a superestima de nossas capacidades são atitudes que refletem uma autoestima inadequada, e não, como imaginam alguns, excesso de autoestima.
Uma das características mais significativas da autoestima saudável é que ela é 'o estado da pessoa que não está em guerra consigo mesma ou com os outros.' a importância da autoestima saudável está no fato de que ela é o fundamento da nossa capacidade de reagir ativa e positivamente às oportunidades da vida – no trabalho, no amor e no lazer.
A autoestima saudável é também o fundamento da serenidade de espírito que torna possível desfrutar a vida com algria, paz e harmonia.
FONTE: Baseado no Texto do livro: Os sete hábitos das pessoas muito eficazes, de Stephen R. Covey.

domingo, 8 de maio de 2016

Nossa Senhora da Conceição


SER MÃE: EM EXTINÇÃO!


PRIMEIRO, quero pedir perdão àquelas mulheres que querem, mas não podem ser mãe. Escrevo para as que podem e querem e para as que podem e não querem e para as que já são mães.
Lembro-me de pinturas com mães de olhares doces e cuidados voltados para seus bebês, desde A Pietá de Michelangelo onde Maria olha triste e terna para Jesus deitado no seu colo após a crucificação, retratando o cuidado e a dor de uma mãe pelo sofrimento de um filho, até quadros de muitos pintores ao redor do mundo mostrando o afeto e a alegria de ser mãe.
Também reporto-me a uma frase muito ouvida antigamente: “instinto maternal”. Isto é, a mulher já nasceria com o instinto, com a vontade de ser mãe.
Hoje, os sociólogos e as feministas afirmam que “ser mãe”  foi uma imposição da sociedade. Creio que a sociedade sim impôs à mulher o conceito de que ela tem que cuidar sozinha dos filhos enquanto o marido galga seu sucesso profissional e pessoal. Porém, como a sociedade conseguiu impor algo que é único da mulher?
Lembro-me com saudosismo de uma música que ouvia ao crescer sobre o papel cuidador da mãe: mamãe, mamãe, mamãe, eu me lembro o chinelo na mão, o avental todo sujo de ovo, eu queria fazer outra vez mamãe, começar tudo, tudo de novo”. Essa música enaltecia a mãe como a rainha do lar. O filho, agora adulto, estava com saudade até das punições físicas da mãe. Ah, eu também me lembro das minhas, mas tenho saudade e nenhum trauma. Foi assim que nasci e cresci, até que o movimento feminista da década de 70 também nasceu e cresceu. O feminismo sonhava que a mulher tivesse igualdade salarial e profissional ao homem. Concordo plenamente com isso, mas não a ponto de roubar da mulher a feminilidade, a doçura, a sensibilidade e o privilégio único de “ser mãe”.
Freud ( psicanalista) afirmava cem anos atrás que a mulher tem inveja do pênis do homem porque é sinal de poder, assim como o homem tem inveja do útero materno porque só a mulher consegue essa peculiaridade: nutrir e desenvolver um ser humano dentro de si por nove meses, e ainda por cima, amamentá-lo por mais tempo após seu nascimento. ( Em algumas tribos indígenas na América do Sul existe o que se chama de Couvade, termo utilizado agora pela psicologia para descrever a síndrome do homem ter os mesmos sintomas da esposa grávida). Em algumas tribos indígenas, como a tribo brasileira Tupari, quando a mulher engravida, o pai sente os sintomas e recebe as benesses da mulher grávida, inclusive após o parto. ( Eles bem que poderiam querer transferir para eles também a dor do parto!)
Talvez o individualismo da pós-modernidade, a luta da mulher em ser bem sucedida financeira e profissionalmente, a ditadura da beleza e conceitos feministas levados ao extremo tenham roubado da mulher a vontade de exercer este ato único e especial de ser mãe. “Não quero deformar meu corpo”, “não quero deixar minha carreira”, “não quero doar do meu tempo a outra pessoa.” ”Criança dá muito trabalho”. São exclamações constantes de quem não quer ser mãe.
Talvez a desculpa da despesa que uma criança traz faça com que a  troquemos pelos cachorros, pelo menos eles não nos respondem e desafiam. Vivemos em uma sociedade consumista. As crianças de antigamente não precisavam de videogame, nem de TV LED no seu quarto; nem de notebook; nem de jogos de  computador; nem de bicicletas ou patins motorizados; nem mesmo de carros de brinquedo motorizados miniatura; nem de triciclos motorizados; nem de bonecas de todo tipo e com toda estilo de roupa. Será que não substituímos a troca do bolo caseiro, da mamãe lendo livros de histórias de Monteiro Lobato, nos dias atuais Rubem Alves, ou pequeno tratado das grandes virtudes para crianças de André Comte-Sponville, ou qualquer outro autor de histórias infantis, pela babá eletrônica, pelos jogos, pela superficialidade em troca de nossa presença?
Não sei você, meu querido leitor, minha querida leitora, mas eu acho uma mulher grávida linda! Sem contar com a sensação de carregar uma vida dentro de você; sem contar com a sensação gostosa dos pezinhos mudando e chutando para lá e para cá; sem contar com a sensação gostosa e a emoção de ouvir seu coração batendo pela primeira vez; de ver aquele pequeno ser em posição fetal, muitas vezes chupando o dedo, em uma imagem de ultrassom. Sem contar com a emoção de cantar no umbigo para ninar aquele pequeno ser ainda no seu ventre. Sem contar com a emoção de amamentar pela primeira vez assim que a criança sai do seu ventre e vem com ânsia se conectar com você….sem contar….sem contar…sem contar…é inominável a sensação e a emoção de ser mãe.
Nestes últimos dias li em uma revista de psicologia um artigo denominado: O privilégio e o prazer de poder escolher não ser mãe. Confesso que fiquei indignada. Claro que todas têm o direito de escolher ou não ser mãe. Mas, denominar um privilégio e prazer…
Só a mulher tem este privilégio de ser mãe. Só a mulher tem o prazer de ser mãe. Mãe no sentido amplo da palavra. Mãe em conceber, nutrir, cuidar, imprimir valores nobres que influenciem não somente sua vida pessoal mas dos outros ao seu redor.
Agora, sou eu quem digo às mulheres: Não deixem com que a sociedade lhes imponha que não ser mãe” é um privilégio. Não deixem com que a corrida desenfreada ao redor de si mesma lhes roube do prazer de ser mãe. Escolha, mas escolha consciente, sem imposições, sem medos, sabendo que, ao contrário do que a sociedade atual lhe diz: SER MÃE, É MUITO GRATIFICANTE, PRAZEROSO E DESAFIADOR!

Silvia Geruza F. Rodrigues

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

FINADOS NA VISÃO ESPÍRITA






O hábito de visitar os mortos, como se o cemitério fosse sala de visitas do Além, é cultivado desde as culturas mais remotas. Mostra a tendência em confundir o indivíduo com seu corpo. Há pessoas que, em desespero ante a morte de um ente querido, o "VISITAM" diariamente. Chegam a deitar-se no túmulo. Desejam estar perto do familiar. Católicos, budistas, protestantes, muçulmanos, espíritas - somos todos espiritualistas, acreditamos na existência e sobrevivência do Espírito. Obviamente, o ser etéreo não reside no cemitério. Muitos preferem dizer que perderam o familiar, algo que mostra falta de convicção na sobrevivência do Espírito. Quem admite que a vida continua jamais afirmará que perdeu alguém. Ele simplesmente partiu. Quando dizemos "perdi um ente querido", estamos registrando sérios prejuízos emocionais. Se afirmarmos que ele partiu, haverá apenas o imposto da saudade, abençoada saudade, a mostrar que há amor em nosso coração, o sentimento supremo que nos realiza como filhos de Deus. Em datas significativas, envolvendo aniversário de casamento, de morte, finados, Natal, Ano Novo, dia dos Pais, dia das Mães, sempre pensamos neles.
COMO PODEMOS AJUDAR OS QUE PARTIRAM ANTES DE NÓS? Envolvendo o ser querido em vibrações de carinho, evocando as lembranças felizes, nunca as infelizes; enviando clichês mentais otimistas; fazendo o bem em memória dele, porque nos vinculamos com os Espíritos através do pensamento. Além disso, orando por ele, realizando caridade em sua homenagem, tudo isso lhe chegará como sendo a nossa contribuição para a sua felicidade; a prece dá-lhe paz, diminui-lhe a dor e anima-o para o reencontro futuro que nos aguarda.
PODEMOS CHORAR? Podemos chorar, é claro. Mas saibamos chorar. Que seja um choro de saudade e não de inconformação e revolta. O choro, a lamentação exagerada dos que ficaram causam sofrimento para quem partiu, porque eles precisam da nossa prece, da nossa ajuda para terem fé no futuro e confiança em Deus. Tal comportamento pode atrapalhar o reencontro com os que foram antes de nós. Porque se eles nos visitar ou se nós os visitarmos (através do sono) nosso desequilíbrio os perturbará. Se soubermos sofrer, ao chegar a nossa vez, nos reuniremos a eles, não há dúvida nenhuma.
ENTÃO OS ESPÍRITAS NÃO VISITAM O CEMITÉRIO? Nós espíritas não visitamos os cemitérios, porque homenageamos os “vivos desencarnados” todos os dias. Mas a posição da Doutrina Espírita, quanto as homenagens (dos não espíritas), prestadas aos "MORTOS" neste Dia de Finados, ao contrário do que geralmente se pensa, é favorável, DESDE QUE SINCERAS E NÃO APENAS CONVENCIONAIS.
Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito (em O Livro dos Espíritos), mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declaram que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos. Há espíritos que só são lembrados nesta data, por isso, gostam da homenagem; há espíritos que gostariam de serem lembrados no recinto do lar. Porque, se ele desencarnou recentemente e ainda não está perfeitamente adaptado às novas realidades, irá sentir-se pouco à vontade na contemplação de seus despojos carnais; Espíritos com maior entendimento, pedem que usemos o dinheiro das flores em alimento aos pobres. Portanto, usemos o bom senso em nossas homenagens. Com a certeza que ELES VIVEM. E se eles vivem, nós também viveremos. E é nessa certeza que devemos aproveitar integralmente o tempo que estivermos encarnados, nos esforçando para oferecer o melhor de nós em favor da edificação humana. Só assim, teremos um feliz retorno à pátria espiritual.


Compilação de Rudymara

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

Riso





Partilhamos a nossa capacidade de rir com os nossos companheiros primatas - por exemplo, os chimpanzés "riem" se lhes fazem cócegas. O homem primitivo mostrava os dentes em sinal de agressão, ameaça ou advertência.

Mas contorcendo o rosto ao mesmo tempo em que produzia sons estranhos, inarticulados e ritmados, ele transformava a agressão em afabilidade, a advertência em recepção cordial. "Quer lutar?" transformava-se em "Quer brincar?"

Rir em conjunto é um modo de fortalecer os laços sociais entre as pessoas, pois o riso nos faz sair de nós mesmos e fornece o contato humano de que necessitamos para sobreviver. Mas traz outros benefícios. Quando rimos, fazemos entrar e sair mais ar dos pulmões do que durante a respiração normal e regular.

Portanto, quando rimos, podemos estar introduzindo mais oxigênio no sangue, (estimulando a circulação). A freqüência cardíaca aumenta também, ajudando todo o processo. Estudos de amostras de sangue colhidas enquanto as pessoas riam mostraram níveis mais elevados dos hormônios de estimulação - a adrenalina e a noradrenalina. Durante um acesso de riso, ficamos fisicamente mais excitados e, conseqüentemente, poderemos depois ficar mentalmente mais alertas. Finalmente, quando rimos, experimentamos ao mesmo tempo uma explosão de atividade, seguida de um período de relaxamento em que os nossos músculos se encontram menos tensos do que estavam antes.

Esses ciclos de tensão e relaxamento alternados impedem-nos, sobretudo de ficar fisicamente nervosos com os problemas do dia-a-dia. Os benefícios mentais relacionam-se mais com o nosso estado de humor do que propriamente com o ato de rir
Encarar um problema de modo divertido quebra a sensação opressiva de tensão que geralmente o acompanha, e uma dificuldade intimidante torna-se repentinamente controlável. Os psicólogos encaram o humor também como uma forma vital de lidar com os problemas do dia-a-dia. O riso ajuda a promover e a manter a saúde mental, pois as pessoas com um sentido de humor bem desenvolvido têm geralmente menos problemas emocionais do que as que sentem dificuldade em rir ... em especial delas próprias. E a saúde mental pode promover a saúde física, como revelou um estudo norte americano realizado durante trinta anos.

Os médicos observaram um grupo de homens desde a infância até a meia-idade. Descobriram que os rapazes com boa saúde mental tinham comparativamente menos doenças depois dos 40 anos. Por outro lado, os que haviam tido problemas emocionais enquanto ainda eram estudantes tinham muito mais problemas físicos quando atingiam a meia-idade. Os cientistas concluíram, a partir desses resultados, que uma boa saúde mental revelada por um bom sentido de humor - retarda a inevitável deterioração da saúde física que vem com a idade.

O riso tem, portanto, uma história curiosa e contraditória. Originalmente um sinal de hostilidade, transformou-se em signo de atração mútua. Pessoas que riem quando estão juntas - como os maridos e as mulheres - têm mais chances de continuarem juntas. E o riso é um sinal superficial de algo mais profundo e mais significativo - reflete um modo especial de encarar o mundo que nos faz sentir melhor e pode até nos ajudar a viver mais tempo.

Dr. Roberto Leal Boohrem