sábado, 1 de junho de 2019

A vida é aprender a conviver com uns e sobreviver sem outros


A vida é como uma viagem de trem, com suas estações e mudanças de pista, alguns acidentes, surpresas agradáveis em alguns casos e tristezas profundas em outros …
Quando nascemos, pegamos o trem e conhecemos nossos pais, acreditamos que eles sempre viajarão ao nosso lado, mas eles vão sair em alguma estação e continuaremos a viagem. De repente nos encontraremos sem sua companhia e amor insubstituível.
No entanto, muitas outras pessoas especiais e significativas estarão no caminho da nossa vida: nossos irmãos, amigos e em algum momento, nossa cara metade …
Alguns tomarão o trem para descer na próxima estação e eles passarão despercebidos, nem sequer notamos que eles desocuparam seus assentos. Outros vão amargurar a viagem, como aqueles parceiros irritantes que queremos sair o mais rápido possível.
Outros, ao descerem, deixarão um vazio definitivo … E até verão que alguns, embora sejam pessoas que você ama, ficarão em carros diferentes dos nossos … Durante toda a jornada eles permanecerão separados, a menos que decidamos nos aproximar deles e nos sentarmos. a seu lado. De fato, se realmente nos importamos, é melhor corrermos para fazer isso antes que outra pessoa chegue e assuma essa posição.
A jornada continua cheia de desafios, sonhos, fantasias, alegrias, tristezas, esperas e despedidas …
No entanto, é importante manter um bom relacionamento com todos os passageiros, procurando em cada um o melhor que eles têm para oferecer.
Com o tempo, precisamos aprender a conviver com alguns e sobreviver sem os outros. Temos de aprender a lidar com as pessoas que não queremos ter ao nosso lado e também devemos avançar, apesar das perdas e da dor.
Quando você não pode coexistir com pessoas que te incomodam …
Ao longo da vida, encontraremos muitas pessoas que não compartilham nossos valores e pontos de vista. Essas são pessoas que podem ser profundamente egoístas, manipuladoras ou mesmo totalmente tóxicas. No entanto, ficar com raiva não vai ajudar. Pelo contrário, isso vai nos prejudicar.
Precisamos aprender a viver com essas pessoas sem afetar nosso equilíbrio emocional. Nós não podemos mudar de lugar toda vez que uma pessoa faz algo que nos incomoda. Se o fizermos, vamos acabar correndo de um carro para outro no caminho de nossas vidas, perdenemente oprimidos e com raiva.
De fato, um dos maiores ensinamentos da vida é precisamente aprender a lidar com as pessoas que nos incomodam. Com o passar do tempo, não apenas nos tornamos pessoas mais tolerantes, mas também aprendemos a nos concentrar nos aspectos positivos daqueles que nos rodeiam. Não se trata de sofrer passivamente, mas de se tornar mais sábio e mais equilibrado.
Com o passar do tempo, entendemos que outras pessoas cometem erros e são imperfeitas, como nós, e aprendemos a nos concentrar nos pontos em comum e não nas diferenças. Assim tudo fica mais fácil.
Quando você não pode sobreviver sem as pessoas…
Há pessoas que gostaríamos de ter sempre ao nosso lado. Infelizmente, isso quase nunca acontece. Todo mundo tem sua própria estação e devemos aprender a deixá-las ir. É difícil, mas se não curarmos essa ferida, ela permanecerá continuamente aberta. Desta forma, não permitiremos que outras pessoas fantásticas se aproximem, pois cada vez que o fizerem, a ferida supurante arderá e nós recuaremos.
Essas novas pessoas não vão tomar o lugar daqueles que nos deixaram. Temos muito espaço em nossos corações para armazenar memórias e criar novos laços. Nós apenas temos que aprender a deixar ir e praticar o desapego um pouco mais. Se ficarmos presos nessa dor, o trem da vida continuará enquanto perdemos as belas paisagens e a companhia dos viajantes.
De fato, o grande mistério é que não sabemos em que época devemos viajar, e trancados nessa dor, podemos perder tudo o que temos para oferecer às pessoas que continuam ao nosso lado. Quando não podemos deixar ir aqueles que nos abandonaram, seja por nossa própria decisão ou por razões de vida, nossa viagem perderá seu significado e não valerá a pena.
Portanto, vamos fazer essa viagem contar. Não devemos apenas nos esforçar para criar boas lembranças para aqueles que estão ao nosso lado, mas também para nos fornecer boas lembranças. Tenha sempre em mente que há outra estação além, e você não sabe quando será a última. Portanto, aproveite cada momento da viagem.

Fonte indicada: Rincon de la Psicología

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Jânio Quadros

Polêmico, misterioso, revolucionário, culto, imprevisível, autoritário, estadista, populista, direitista, reacionário e louco. Estas e outras facetas do ex-presidente Jânio Quadros, que era também dado a porres homéricos, serão lembradas e acentuadas ao longo deste ano, na passagem do centenário do político mais controvertido que o Brasil conheceu. Várias reportagens especiais serão feitas e muitos livros sobre sua vida e sua trajetória política serão lançados e relançados.
Orador teatral, Jânio Quadros despertava empatia e envolvia as massas. Mestre em português, geografia e história. A imprensa e as lideranças políticas de seu tempo tentaram pintá-lo com tintas caricaturais. Ele estava pouco se lixando para os que procuram ridicularizá-lo como uma personagem folclórica da política nacional.
Jânio Quadros, pelo contrário, até dava munição aos adversários. Em comícios, ele jogava pó sobre os ombros para simular caspa, de modo a parecer um "homem do povo". Também tirava do bolso sanduíches de mortadela e os comia em público. 
No poder, proibiu as brigas de galo e o uso de lança-perfume, criando polêmicas com questões menores, que o mantinham sempre em evidência, como um presidente preocupado com o dia a dia do brasileiro.
Por trás daquela figura exótica de homem público, estava um político astuto, austero e arrojado. Um governante que sabia exercer o poder em sua plenitude. Além disso, o homem culto, poliglota, que escrevia e falava fluentemente em inglês, francês, espanhol e italiano. Viajou o mundo todo.
Mais do que qualquer outro político brasileiro, conheceu e gozou da amizade ou do relacionamento com os maiores estadistas e governantes de sua geração; de John Kennedy a Krustchev; de Churchill à rainha Elizabete II; de Fidel Castro a Kadafi; de Nasser a Golda Meir; de De Gaulle a Miterrand; de Salazar a Franco; de Pio XII a João Paulo II.
Nasceu com a Revolução
Jânio da Silva Quadros tinha tudo para ser explosivo. Ele nasceu em Campo Grande, no Mato Grosso, em 25 de janeiro de 1917, ano de gigantescas turbulências pelo mundo, a maior delas a implosão da Revolução Russa. Foi criado em Curitiba, onde fez o ensino básico. Mudou-se ainda jovem para São Paulo.
Foi professor e advogado, antes de se tornar político, em 1947, quando assumiu o mandato de vereador de São Paulo, pelo Partido Democrata Cristão (PDC), tendo por base eleitoral o operariado do bairro Vila Maria. 
Desempenhou o mandato até 1950 e ficou conhecido como o maior autor de proposições, projetos de lei e discursos de todas as casas legislativas do país no período, assinando ainda a grande maioria das propostas e projetos considerados favoráveis à classe trabalhadora. 
A seguir, foi consagrado como o deputado estadual mais votado, com mandato entre 1951 e 1953. Na sequência, elegeu-se prefeito do município de São Paulo, o que caracterizou uma grande façanha, pois enfrentou um enorme arco de partidos, assim composto: PSP-PSD-UDN-PTB-PRP-PR-PL.
Essa poderosa coligação registrou a candidatura do professor Francisco Antonio Cardoso, que tinha uma campanha milionária, com uma enxurrada de material de propaganda e com apoio ostensivo das máquinas municipal e estadual. 
De outro lado, o PDC e o PSB lançam Jânio Quadros, com poucos recursos financeiros. E ele começou tirando partido da situação. Sua campanha foi chamada de o ‘tostão contra o milhão’. Exerceu a função de 1953 a 1955, licenciando-se do cargo em 1954, para concorrer ao Governo do Estado.
Após deixar o PDC e filiar-se ao Partido Trabalhista Nacional (PTN), foi candidato da aliança PTN-PSB a governador de São Paulo e venceu o pleito.
Ele derrotou o favorito Ademar de Barros (um de seus maiores rivais políticos) por uma pequena margem de votos, de cerca de 1%. Sua gestão foi entre 1955 e 1959. 
Durante o mandato, procurou executar ações que passassem uma imagem de moralização da administração pública e de combate à corrupção. Era comum ele fazer visitas de surpresa às repartições públicas, a fim de verificar a qualidade do serviço oferecido à população. 
Também adotou uma ação empreendedora que buscava destaque e projeção, seja na criação de novos serviços e órgãos ou na construção de grandes obras. Assim, angariou grande popularidade e se consagrou como um líder entre os paulistas.
O salto para o Planalto
Com a popularidade em alta, a ida de Jânio para a presidência da República foi um salto. Assim, ele entrou para a história como o político que fez a carreira mais meteórica de seu tempo. Em 13 anos, ele foi de vereador a presidente. 
Antes de chegar ao Planalto, como fenômeno eleitoral, ele elegeu-se ainda deputado federal pelo estado do Paraná, em 1958, mas viajou para o exterior e não participou de nenhuma das sessões do Congresso. 
Ao retornar, preparou sua candidatura à presidência, com apoio da União Democrática Nacional (UDN). Conquistou grande parte do eleitorado prometendo combater a corrupção e usando uma expressão por ele criada: varrer toda a sujeira da administração pública. Seu símbolo de campanha era uma vassoura. Utilizou como mote da campanha o "varre, varre vassourinha, varre a corrupção".

Foi eleito o 22º presidente em 3 de outubro de 1960, para o mandato de 1961 a 1965, com 5,6 milhões de votos, considerada a maior votação obtida no País até então. Ele venceu por uma diferença de mais de 2 milhões de votos o candidato apresentado pelo presidente Juscelino Kubitschek, o marechal Henrique Lott, ex-ministro da Guerra. Uma vitória espetacular.
Naquela época, as regras eleitorais estabeleciam chapas independentes para a candidatura a vice-presidente. Por esse motivo, João Goulart, o vice de JK e líder do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), foi reeleito.
Uma sucessão de crises
Em seu governo, Jânio Quadros atuou com algumas frentes que causaram muita polêmica e que são lembradas até hoje. Ele deu continuidade à política internacional, restabelecendo relações diplomáticas e comerciais com a União Soviética e a China, algo impensável dentro da geopolítica de então, que dividia o planeta em dois gigantescos pólos ideológicos.
Também nomeou o primeiro embaixador negro da história do Brasil e homenageou Che Guevara com a mais alta condecoração do país, a Ordem do Cruzeiro do Sul. Jânio criou as primeiras reservas indígenas, como o Parque Nacional do Xingu, e os primeiros parques ecológicos nacionais, entre eles o de Sete Cidades, no Piauí. 
Ele teve também atitudes prosaicas na presidência. Governava por bilhetinhos e chegou a proibir as rinhas de galo, o uso de biquíni em concursos de miss que fossem televisionados e o lança-perfume em bailes de carnaval. Também regulamentou o jogo de carteado. Essas medidas continuam em vigor até hoje. 
Um salto para o golpe
Mais rápida que a ascensão, foi a queda de Jânio. Ele fez um governo-relâmpago, em seu curto mandato de presidente, de 31 de janeiro de 1961 a 25 de agosto de 1961, quando renunciou. Até hoje sua renúncia não foi completamente esclarecida. A resposta para o seu gesto desafia os historiadores.
Já quem avalie que ele renunciou em busca de mais poder, pois seu plano original seria retornar nos braços do povo. Há também uma versão, pendendo mais para o humor, de que ele estava de porre.
O fato, no entanto, é que em sua breve gestão de apenas sete meses, Jânio Quadros praticou uma política econômica e uma política externa que desagradou profundamente os políticos que o apoiavam, setores das Forças Armadas e outros segmentos sociais.
Sua renúncia, que ele próprio atribuiu a “forças terríveis”, desencadeou uma crise institucional sem precedentes na história republicana do país, porque a posse do vice-presidente João Goulart não foi aceita pelos ministros militares nem pelas classes dominantes.
A crise política
O governo de Jânio Quadros perdeu sua base de apoio político e social a partir do momento em que adotou uma política econômica austera e uma política externa independente. 
Na área econômica, o governo se deparou com uma crise financeira aguda causada por intensa inflação, déficit da balança comercial e crescimento da dívida externa. O governo adotou medidas drásticas, restringindo o crédito, congelando os salários e incentivando as exportações.
Mas foi na área da política externa que o presidente Jânio Quadros acirrou os ânimos da oposição ao seu governo. Jânio nomeou para o ministério das Relações Exteriores Afonso Arinos, que se encarregou de alterar radicalmente os rumos da política externa brasileira. 
O Brasil começou a se aproximar dos países socialistas. O governo brasileiro restabeleceu relações diplomáticas com a União Soviética (URSS).
Atitudes de menor importância também tiveram grande impacto, como as condecorações oferecidas pessoalmente por Jânio ao guerrilheiro revolucionário Ernesto “Che” Guevara e ao cosmonauta soviético Yuri Gargarin, além da vinda ao Brasil do ditador cubano Fidel Castro.
Renúncia foi uma denúncia
Para seguidores de Jânio, como Gastone Righi, deputado federal (já falecido) por quatro legislaturas por São Paulo e ex-presidente nacional do PTB, não houve uma renúncia, mas sim uma denúncia.
A denúncia, segundo ele, era a de que o país era ingovernável. O sistema político, as organizações administrativas e do estado, a Constituição e as instituições eram todos modelos importados, sem qualquer eficácia ou qualquer funcionalidade para o país e o resultado só poderia ser o caos.
Se foi uma denúncia, ela não encontrou eco.
Direitos políticos cassados e prisão
Acusado de direitista pela esquerda, não era bem visto, no entanto, pelos militares que tomaram o poder em 1964. Ele foi um dos três ex-presidentes a ter seus direitos políticos cassados ao lado de João Goulart e Juscelino Kubitschek. 
Após fazer declarações à imprensa em Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, em julho de 1968, o ex-presidente foi detido pelo Exército Brasileiro, por ordem do então ministro da Justiça,  Gama e Silva, ficando confinado em Corumbá, cidade que fica no Pantanal sul-mato-grossense, na fronteira com a Bolívia.
Jânio recuperou os direitos políticos em 1974, mas manteve-se afastado das urnas inclusive nas eleições legislativas de 1978, ano em que seus simpatizantes (agrupados sob o denominado "Movimento Popular Jânio Quadros") o levaram a visitar o bairro paulistano de Vila Maria, tradicional reduto "janista". 
O uso da mesóclise
Jânio era um especialista em língua portuguesa, e um mestre na colocação dos pronomes, em especial os oblíquos. Um frasista inspirado (“O povo será a um tempo minha bússola e o meu destino.”; “Bebo-o porque é líquido, se fosse sólido comê-lo-ia.”; “Intimidade demais provoca duas coisas que odeio: filhos e aborrecimentos.” )
Seu modo de falar, encandindo as sílabas, fazia com que suas frases ficassem para sempre gravadas na memória do interlocutor. E muitas caíram também no anedotário nacional, como a “fi-lo porque qui-lo”, sobre sua renúncia. Deixou uma obra literária. Seu dicionário, sua gramática e sua história do povo brasileiro são trabalhos que se inserem na cultura nacional de todos os tempos.
Como lembrou o escritor Arnaldo Niskier, ex-presidente da Academia Brasileira de Letras, Jânio foi um professor de um zelo inexcedível pela língua portuguesa. “Ele marcou sua vida por uma sucessão de surpresas, a começar pelas frases bem elaboradas, em que se divertia com a colocação de mesóclises, em geral para significar o seu apreço pela língua”, destacou.
O ex-presidente faleceu em 16 de fevereiro de 1992, em São Paulo, onde viveu quase toda a sua vida, depois de sofrer vários AVC’s. Tinha 75 anos. Já havia se despedido da vida pública e vivido também o seu entardecer na política, depois de exercer o segundo mandato de prefeito da capital, de 1986 a 1989, derrotando nas eleições de 1985 o sociólogo Fernando Henrique Cardoso.  
Livros que falam de Jânio
Desde a morte de Jânio, em 1992, apareceram vários livros tentando  jogar alguma luz sobre a lendária figura do ex-presidente. Em 1996, saíram três de uma só vez: A Renúncia de Jânio (Rio de Janeiro, Revan, 1996), do jornalista Carlos Castello Branco, que foi seu secretário de Imprensa. Também foi lançado Jânio Quadros – Memorial à história do Brasil (São Paulo, Rideel, 1996), coleção de artigos de e sobre Jânio, cujo ponto alto é o texto de recordações do neto do ex-presidente. 
Outro livro que foi bem recebido pela crítica foi o Viagem com o Presidente Eleito (Rio de Janeiro, Mauad, 1996), de Joel Silveira, no qual o jornalista consigna, com talento e graça, as recordações da viagem que fez com Jânio logo após a eleição de outubro de 1960. 
Em 2013, o jornalista e pesquisador Bernardo Schmidt lançou a biografia “Jânio – Vida e Morte do Homem da Renúncia”.
A renúncia de Jânio por ele mesmo
A especulação mais recorrente sobre a sua renúncia é a de que ela representava mais um dos atos espetaculares característicos do estilo de Jânio. Com ela, o presidente pretenderia causar uma grande comoção popular e o Congresso seria forçado a pedir seu retorno ao governo, o que lhe daria grandes poderes sobre o Legislativo. Não foi o que aconteceu, porém. A renúncia foi aceita e a população se manteve indiferente.
Muitos anos depois, o próprio ex-presidente declarou, em entrevista, sobre aquele gesto dele que deixou o país perplexo:
- Deodoro da Fonseca renunciou; Ruy Barbosa renunciou; Getúlio renunciou. De modo que estou muito bem acompanhado num país em que não se renuncia a nada.
Este era o Jânio Quadros que o Brasil conheceu!
Por Zózimo Tavares
zozimotavares@cidadeverde.com

quarta-feira, 15 de maio de 2019

CUIDADO COM O PADRÃO VIBRATÓRIO DE SUA CASA:



O padrão vibratório de uma casa tem relação direta com a energia e o estado de espírito de seus moradores.

O conjunto de pensamentos, sentimentos, estado de espírito, condições físicas, anseios e intenções dos moradores fica impregnado no ambiente, criando o que se chama de egrégora.

O que poucos sabem é que as paredes, objetos e a atmosfera da casa têm memória e registram as energias de todos os acontecimentos e do estado de espírito de seus moradores.

Por isso, quando pensar na saúde energética de sua casa, tome a iniciativa básica e vital de impregnar sua atmosfera apenas com bons pensamentos e muita fé. 

Evite brigas e discussões desnecessárias. Observe seu tom de voz: nada de gritos e formas agressivas de expressão. Não bata portas e tente assumir gestos harmoniosos, cuidando de seus objetos e entes queridos com carinho.

Não pense mal dos outros. Pragas, nem pensar! 
Selecione muito bem as pessoas que vão frequentar sua casa.

Se você nutre uma mágoa profunda ou mesmo um ódio forte por alguém, procure ajuda para limpar essas energias densas de seu coração.

Alegria, amor, paz, prosperidade, saúde, amizades, beleza já estão bons para começar, não é mesmo? 

. Fonte / Chico Xavier.

quarta-feira, 6 de março de 2019

A quarta-feira de cinzas é fogo!


Os foliões mortos de folia, esses diferentes de outros mortos que conhecemos, estarão mais vivos que nunca no próximo carnaval. O que se queimou, porém, virou cinzas. Agora é passado. Então o que fazer agora? Nada mais simples: guardar a fantasia e ficar com essa que usamos durante todo o ano. Tomar um banho daqueles de horas debaixo de um bom chuveiro, esfregar bem o corpo para largar a purpurina, e esquecer os confetes e serpentinas que ficaram no salão.
O carnaval o verdadeiro, meus dois leitores, pelo menos por aqui, desde o primeiro dia se transforma em fotografia desbotada na parede da memória dos velhos carnavalescos. E esses, pela vez deles, assim como os seus carnavais, todos verdadeiros, não saem mais pelas ruas avisando que apesar de tudo “é preciso cantar”. Fazer o quê? Chamar a polícia? Também não. Hoje temos mais ladrões do que policiais. Perderíamos a parada. Perdemos sempre. Fica então a dúvida: chamar o ladrão seria a solução ou apenas uma rima?!
Mas apesar de tudo e de todos eles, os corruptos em especial, mais que nunca, mesmo com um Rei Momo necessitando urgentemente fazer uma redução de estomago e cheio que também anda dessa falsa alegria passageira que morre de vésperas; das “metralhadoras” e bandas que se vingam do verdadeiro carnaval, atirando balas de borracha na vã tentativa de matá-lo no cansaço das pernas folias, é preciso cantar para – se ainda for possível – acordar a cidade. E, se não for possível, nos manter acordados!
Não adianta. Não adianta mesmo. E se não adianta não tem como não se dizer que atrasa. Sigo o meu caminho contando os passos nada foliões. Estou de volta ao trabalho primeiro, a minha origem. E nesse meu caminhar não encontro um só folião por aí perdido a entoar velhas e gostosas marchinhas que faziam verdadeiro o nosso carnaval. Pausa. Acabou esse carnaval que nunca foi meu. Nosso? Também não.
Acabaram com o nosso carnaval e ninguém sabe mais cantar uma só das velhas e belas canções do tempo do meu velho Heráclito de Almeida, o folião clarinetista. O silêncio das línguas e corpos cansados é mais que sentido. Ele é visto nas imagens dos desmascarados papaguns, dos alas urso e dos tristes pierrôs e colombinas. Tudo virou uma só saudade que eles não sabem de onde vem e um gosto de cinzas na boca.
As ruas nessa da minha cidade estão vazias como os “homens do poeta” nos dias de sábado. É uma gente que não se vê; uma gente que não sorri e não se beija nem se abraça. Nenhuma dúvida: acabou o carnaval e a tristeza que estava em férias já pode voltar. Ah, também a esperança de viver outros carnavais. Tristes ou não. Afinal, vivemos no país em que o carnaval dura o ano todo. São mais de mil palhaços no salão. São mais de 200 milhões.
Cadê os confetes e as serpentinas?

terça-feira, 5 de março de 2019

A ARTE DO SILÊNCIO


Certa vez, um homem tanto falou que seu vizinho era ladrão, que o vizinho acabou sendo preso.
Algum tempo depois, descobriram que era inocente.
O rapaz foi solto e, após muito sofrimento e humilhação, processou o vizinho.
No tribunal, o vizinho disse ao juiz:
– Comentários não causam tanto mal… E o juiz respondeu:
– Escreva os comentários que você fez sobre ele num papel. Depois pique o papel e jogue os pedaços pelo caminho de casa. Amanhã, volte para ouvir sentença!
O vizinho obedeceu e voltou no dia seguinte, quando o juiz disse:
– Antes da sentença, terá que catar os pedaços de papel que espalhou ontem!
– Não posso fazer isso, meritíssimo! – respondeu o homem. O vento deve tê-los espalhado por tudo quanto é lugar e já não sei onde estão!
Ao que o juiz respondeu: – “Da mesma maneira, um simples comentário que pode destruir a honra de um homem, espalha-se a ponto de não podermos mais consertar o mal causado.”
“Se não se pode falar bem de uma pessoa, é melhor que não se diga nada! Sejamos senhores de nossa língua, para não sermos escravos de nossas palavras.”